Bestiário Presidencial
Todos os anos de eleição trazem o mesmo ritual: promessas grandes, caras compostas, e um silêncio bem ensaiado sobre tudo o que fica por resolver. Desta vez decidi responder-lhes com um bestiário — a cada candidato, um animal, sem pedir licença a ninguém.
Não é caricatura de traço fácil. É um registo zoomórfico: o corpo do animal não ilustra o que o candidato diz de si — ilustra o que ele é quando ninguém está a fazer-lhe perguntas simpáticas.
A culpa nunca é do galo.
como se fez
Cada peça nasceu de horas de discursos, entrevistas e comícios — não das fotografias oficiais. O animal escolhe-se pelo gesto, não pela semelhança.